Voltamos da Polônia: um resumo das coisas que virão


O Vapor Aqui participou do 5º Fórum Global Sobre a Nicotina que aconteceu em Varsóvia, na Polônia, nos dias 14, 15 e 16 deste mês. Lá se reuniram cientistas, pesquisadores, representantes das indústrias, comunicadores e muitos outros profissionais de diversas áreas.

Foram apresentadas palestras, novos estudos, realizados painéis de discussão com focos científico, político, legislativo e até social e comportamental, acerca da nicotina, do tabaco, de novas tecnologias como o tabaco aquecido, dos cigarros eletrônicos e muito mais.

Teremos muito conteúdo sendo publicado, tanto em artigos escritos quanto em vídeo através de nosso canal do Youtube, então se você ainda não é um inscrito, acesse o link abaixo, inscreva-se e certifique-se de ligar o “sino” que é o recurso que o Youtube utiliza para saber quem deseja receber avisos tão logo um vídeo seja publicado.

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Como tem muita coisa pra publicar e alguns conteúdos podem demorar a chegar até você, vamos fazer um resumo para que você saiba o que está por vir, mas que nem de longe representa todo o material que temos.

5º Fórum Global Sobre a Nicotina


Foram 3 dias de muita informação cercado por cientistas, mestres, doutores e pessoas do mais alto gabarito intelectual, científico e cultural, um evento extremamente proveitoso em diversos aspectos.

Encontrei figuras famosas no meio vaping como o “El Mono Vapeador”, um “Vapor Aqui” Espanhol, mas com muito mais tempo de casa e conteúdo que a gente, uma figura conhecida e admirada por muitos que faz um excelente trabalho na Espanha e Europa através do seu site e do canal do Youtube.

Pude entrevistar o Dr. Konstantinos Farsalinos (vamos ter um artigo só sobre isso), uma pessoa sensacional, energético e passional em relação ao vapor, um verdadeiro vaper cientista que há anos ajuda a comunidade a entender mais sobre as questões mais complexas do vapor, além de defender os cigarros eletrônicos quando são atacados por pesquisas com metodologias duvidosas que tentam manipular a opinião pública contra o vaping.

A percepção que eu tive é de que ninguém discute que os cigarros eletrônicos oferecem risco irrelevante a quem usa e quem está ao seu redor e seriam os responsáveis por salvar milhões de vidas se tratados como uma alternativa ao tabaco com apoio dos governos e das políticas de saúde dos países. É algo simplesmente aceito como uma verdade, dado o que já se sabe e as pesquisas publicadas. Essa é a opinião de quem não tem absolutamente nada a ver com a indústria, tampouco algum objetivo comercial. São pesquisadores independentes que enxergam na tecnologia uma forma de impactar positivamente a saúde mundial.

Apesar disso muitos países desenvolvidos ainda possuem restrições aos produtos de risco reduzido, não apenas os cigarros eletrônicos, mas também ao tabaco aquecido e ao oral, pouco conhecidos aqui no país, mas que também já possuem muitas pesquisas acerca de sua eficácia e segurança. Isso trazia um clima de indignação generalizada por parte destes mesmos acadêmicos independentes que enxergam o quanto isso representa em questão de danos à saúde geral das pessoas que não podem recorrer a estes métodos menos nocivos de uso da nicotina e continuam sendo fumantes.

Os produtos das grandes empresas


A Philip Morris e a British American Tobacco (nossa Souza Cruz) apresentaram no evento seus produtos de risco reduzido, bem como os estudos que já foram realizados.

A Philip Morris apresentou seus dois produtos principais, apesar da empresa ter um total de 4 plataformas que deseja lançar no mercado. Estavam lá o Mesh, sistema de pod que utiliza aquecimento por malha e o iQos, produto de tabaco aquecido e bem mais maduro tanto em relação ao portfólio da empresa quanto em relação à seus concorrentes, pois já está inserido em diversos mercados e com pesquisas que indicam seu risco reduzido, se tornando um sucesso de vendas nos países em que já teve sua venda liberada, como o Japão por exemplo. Temos um iQos conosco e faremos uma análise bem completa que você vai conferir em breve no nosso canal do Youtube. Lá em Varsóvia, pude ver diversas pessoas usando o produto, sendo possível adquiri-lo em qualquer loja que venda cigarros e cigarros eletrônicos. É uma tecnologia que oferece também um risco muito reduzido comparado ao cigarro tradicional, sendo entre todas as opções a que mais se assemelha ao ato de fumar, podendo ser uma excelente alternativa para aqueles que não conseguem se acostumar com o vapor.

Já a British American Tobacco em seu stand apresentava 3 produtos: o GLO que é um sistema que cabe na palma da mão e também aquece o tabaco ao invés de queimar, com um sistema um pouco diferente em comparação com o da Philip Morris, mas que teoricamente apresenta os mesmos benefícios, o eTank Pro Kit (sistema aberto parecido com os Ego Aio) e o ePen 3 kit (sistema de pods). Recebemos de cortesia os 2 últimos aparelhos citados e também o eStick Maxx Recharge Kit (um cig-a-like) que não estava no stand, mas que recebemos gentilmente da representante da empresa, cujas análises faremos em separado e com todos os detalhes.

“O maior escândalo de saúde da história da Europa”


Também é preciso falar do SNUS (teremos um artigo bem completo sobre ele) que é um produto de tabaco oral do qual você provavelmente nunca ouviu falar, que existe há quase 200 anos e foi responsável por diminuir o número de mulheres fumantes na Noruega para apenas 1%. Assim como os cigarros eletrônicos e o tabaco aquecido, este produto também recebe grande resistência por parte da Organização Mundial da Saúde e consequentemente dos países que seguem suas determinações. O SNUS é um produto proibido em quase todos os países da União Europeia exceto a Suécia onde ele foi invetado, sendo também comercializado na Noruega (que não faz parte da UE). Mesmo existindo há tanto tempo e sendo a única dentre todas as opções de consumo de nicotina com risco reduzido que possui estudos à longo prazo, o produto foi banido de praticamente toda a Europa, o que o Dr. Farsalinos chamou de “o maior escândalo de saúde da história da Europa”.

“A nicotina não é o problema e pode ser inclusive a solução”


No cerne da questão está a discussão de que a nicotina pode sim ser usada sem riscos relevantes, desassociando a substância dos cigarros comuns e consequentemente das doenças que estes causam. Foi discutido inclusive o papel da nicotina na sociedade, como mecanismo social e cujo uso pode ser recreacional sem culpa, não sendo apenas uma substituição do método de entrega de nicotina para dependentes químicos e migrando o papel do usuário que antes era tratado como “viciado” para o de “dependente” e até para o de apenas “consumidor”, sem contar os usos da nicotina como meios de combate à doenças como o Alzheimer, que também vamos publicar um artigo exclusivo sobre o assunto com muitos detalhes e informações bacanas.

Aguarde, tem muito por vir!