Estudo independente na Europa mostra benefícios dos ecigs


Mais uma vez a Inglaterra mostra como uma sociedade preocupada com a saúde de sua população e principalmente com a verdade deve agir e nesta semana um estudo independente sobre os cigarros eletrônicos feito pela Public Health England (PHE) lançou uma atualização de estudos e conclusões que já haviam sido feitas em 2015. 

O relatório cobre assuntos extremamente relevantes como o uso dos aparelhos por adultos e jovens, os riscos à saúde, o impacto da nicotina, o que este produto pode significar para os produtos tradicionais de tabaco, entre outros.

Em suma, as conclusões deste estudo seguem abaixo:

  1. Confirmado o que já era sabido desde o relatório anterior, os cigarros eletrônicos significam apenas uma fração dos riscos dos cigarros convencionais, representando pelo menos 95% menos risco;
  2. O uso dos aparelhos pode ajudar pelo menos 20 mil pessoas todos os anos a parar de fumar só no Reino Unido;
  3. Os cigarros eletrônicos estão diretamente associados ao aumento da taxa de abandono do tabagismo no último ano e uma aceleração na diminuição de fumantes em todo o país;
  4. Muitos milhares de fumantes acreditam de forma equivocada que o vapor é tão maléfico quanto o cigarro;
  5. A nicotina ainda é vista como grande vilã e menos de 10% dos adultos entendem que ela não é responsável pelos problemas atrelados ao fumo;
  6. Nos últimos anos o uso dos cigarros eletrônicos no Reino Unido se estabilizaram em quase 3 milhões de pessoas;
  7. Não ha qualquer evidência que suporte a ideia de que cigarros eletrônicos são um facilitador ou porta de entrada para jovens começarem a fumar. No Reino Unido a quantidade de jovens fumantes continua caindo, uso regular é raro e praticamente todo limitado aos que já fumaram;

Alguns profissionais, acadêmicos e pesquisadores declararam suas opiniões acerca do relatório:

A cada minuto uma pessoa é admitida em um hospital por causa do fumo, com aproximadamente 79 mil mortes todos os anos só na Inglaterra. Nosso novo relatório reforça a descoberta que o vapor representa apenas uma fração dos riscos do fumo, pelo menos 95% menos prejudicial e com risco insignificante às pessoas ao redor. Mesmo assim, metade dos fumantes acreditam equivocadamente que o vapor é tão prejudicial quanto os cigarros convencionais ou simplesmente não sabem. Seria trágico se milhares de fumantes que poderiam largar o tabagismo com a ajuda dos cigarros eletrônicos deixassem de fazê-lo por falsos medos acerca de sua segurança.John Newton, diretor de Desenvolvimento em Saúde da PHE
É motivo de grande preocupação o fato de que fumantes ainda têm tão pouco conhecimento acerca dos motivos que tornam o cigarro prejudicial à saúde. Quando as pessoas fumam cigarros com tabaco, elas inalam cerca de 7 mil substâncias presentes na fumaça, geradas após a combustão, sendo que 70 delas são conhecidas como causadoras de câncer. As pessoas fumam pela nicotina, mas, ao contrário do que a vasta maioria acredita, ela é responsável por pouco ou nenhum dano. A fumaça tóxica é a causa esmagadora de todas as mortes e doenças relacionadas ao tabaco. Há agora uma maior variedade de modos alternativos de se conseguir nicotina do que jamais foi visto, incluindo chicletes de nicotina, spray nasal, pastilhas e cigarros eletrônicos.Prof. Ann McNeill, autora principal e Professora de Dependência do Tabaco, na King's College London:
Já foi expressada preocupação de que o uso de cigarros eletrônicos levará pessoas jovens a fumar. Mas no Reino Unido pesquisas mostram claramente que o uso regular de cigarros eletrônicos entre jovens que nunca fumaram continua sendo ínfimo – menos do que 1% – e o fumo entre os jovens continua a diminuir a uma taxa animadora. Precisamos continuar monitorando essas tendências atentamente, mas, até agora, os dados sugerem que cigarros eletrônicos não estão atuando como uma ponte para cigarros convencionais entre os jovens.Prof. Linda Bauld, autora e Professora de Política da Saúde, Universidade de Stirling e Diretora de Pesquisa Comportamental para Prevenção do Câncer, Pesquisa sobre Câncer Reino Unido