10 evidências científicas que derrubam os mitos sobre o vapor


Você escuta mentiras e opniões duvidosas todos os dias. Que tal algumas verdades para jogar na cara da sociedade?

Eu sei bem como é passar por isso: Uma chamada tendenciosa num site de notícias, uma reportagem na tv, aquilo vem rolando pela timeline do seu Facebook e você já sabe exatamente o que estarão falando: mais e mais histórias manipuladas para assustar as pessoas em relação ao vapor. A cada dia, uma nova surpresa.

Esse tipo de história, com mentiras e fatos exagerados, dá ibope para o canal que publicou, gera acesso e compartilhamentos. Todas elas sempre baseadas em supostos pesquisadores, com algum reconhecimento acadêmico. Um prato cheio para aquele seu colega de trabalho, ou aquele primo chato, que adora ter razão, te chamar para mostrar: “Ei, não é você que “fuma” aquele “vaiper“? Olha aqui como o cigarro eletrônico não presta!”

Está somente em nossas mãos o começo de uma mudança na percepção pública sobre o vapor. Você provavelmente conhece a maioria das reportagens. Elas são baseadas nas palavras de um profissional famoso ou em um único e precário estudo, que não consegue provar muita coisa. Além de que quem o fez, não entendia nada sobre vapor. O que você precisa, é de alguns argumentos sólidos para esfregar na cara dessas pessoas. E o mais importante, você precisa de argumentos científicos, para ajudar aqueles que querem sair do cigarro analógico, mas ainda se sentem inseguros sobre migrar para o vapor.

Aqui estão alguns dos assuntos mais comuns abordados na mídia, falando mal do vapor, e vários estudos para provar que cada um deles está errado.

1- A passividade do vapor não é perigosa


Igor Burstyn, um especialista em toxicologia da Universidade de Drexel, concluiu que não existe risco ao respirar o vapor passivamente. (Este estudo foi financiado virtualmente por vapers.)

“A exposição passiva é minúscula, e portanto, não constitui uma preocupação aparente” escreve Burtyn.

Olhar através da névoa: revisão sistemática do que a química dos contaminantes nos cigarros eletrônicos nos diz sobre os riscos para a saúde – Igor Burstyn

2- Cigarros eletrônicos podem melhorar a função pulmonar para fumantes


Existem vários estudos que não encontram efeitos nocivos do vapor no pulmão. Um dos mais impressionante deles foi a constatação pelo Dr. Polosa de que fumantes asmáticos que trocaram o cigarro analógico pelo vapor, ou mesmo os que usam o vapor como método para parar de fumar, tiveram melhorias na função pulmonar.

“O cigarro eletrônico pode ajudar os fumantes com asma a reduzir o consumo de cigarros ou a permanecerem abstinentes e, portanto, reduzir a carga de sintomas de asma relacionados ao tabagismo”, escreveu Polosa. “Os resultados positivos observados com o vapor nos permitem avançar na hipótese de que esses produtos podem ser valiosos para o fim do tabagismo e/ou redução do dano do tabaco, também em pacientes com asma, que fumam”.

Efeito da Abstinência ao Fumo e Redução em Fumantes Asmáticos que Migraram para Cigarros Eletrônicos: Evidência para Reversão de Danos – Riccardo Polosa, et al

3- A nicotina isolada não é altamente viciante


Nicotina não é tão viciante quanto heroína, ou cocaína, ou qualquer outra droga, que os supostos conhecedores do assunto, escrevem em suas matérias, com o objetivo de assustar as pessoas. Inúmeros estudos questionam o que acreditamos sobre o vício em nicotina. O especialista francês Dr. Etter, encontrou evidências de que o uso dos ecigs é menos viciante que fumar, muito próximo aos resultados encontrados com outros métodos para parar de fumar.

“Alguns usuários de cigarros eletrônicos eram dependentes de juices contendo nicotina, mas esses produtos eram menos viciantes do que cigarros de tabaco”, disseram Etter e Eissenberg. “Os cigarros eletrónicos podem ser tão viciantes quanto as gomas de nicotina, que por sua vez, são pouco viciantes”.

“Níveis de dependência em usuários de cigarros eletrônicos, gomas de nicotina e cigarros de tabaco” – Jean-François Etter e Thomas Eissenberg

4- Cigarros eletrônicos não são entupidos de formol


Existe uma publicação famosa no Jornal de Medicina da Nova Inglaterra, mostrando que alguns pesquisadores da Universidade Estadual de Portland, encontraram emissões alarmantes de formol quando superaqueceram alguns atomizadores primitivos de canetinhas, chamadas de CE4. O único problema dessa pesquisa, foi que as máquinas de medição não foram espertas o bastante, para detectar o gosto horrível que era inalado!

Esse estudo em que a matéria é embasada, já foi derrubado por vários outros, mas um deles, em especial, que nunca apareceu em nenhum jornal, é a réplica do Dr. Farsalinos para esse estudo. Ele descreve em detalhes como os pesquisadores utilizaram máquinas de fumaça para simular “dry hits”, sendo que nenhum vaper inala um puff assim.

“Na verdade, esse teste de cigarros eletrônicos não é muito diferente de cozinhar os alimentos até o ponto de se tornarem um pedaço de carvão não comestível e, em seguida, assumir que os consumidores os comeriam, e seriam expostos aos compostos cancerígenos resultantes, em sua rotina diária”, escreve Dr. Farsalinos. “Não podemos aceitar que os ecigs sejam apenas menos nocivos do que fumar, tal omissão poderia resultar em fumantes intencionalmente enganados, ao pensar que há pouco a ganhar, ao mudar para cigarros eletrônicos”.

Os cigarros eletrônicos emitem níveis muito altos de formaldeído apenas em condições que são aversivos para os usuários: um estudo de replicação sob condições de uso realistas e verificadas – Konstantinos E. Farsalinos, Vassilis Voudris, Alketa Spyrou, Konstantinos Poulas

5 – Juices doces ou com embalagens coloridas, não são destinados para crianças


Acho que você já ouviu a afirmação irritante de que os aromas de balas, doces e os frutados são destinados à crianças. Sabemos bem que os vapers adultos utilizam os mais variados sabores, justamente para se afastar da experiência de queimar tabaco. Nós sabemos disso, porque todos nós experimentamos isso!

“Entre os clientes de vape shops nos Estados Unidos que utilizam dispositivos eletrônicos de entrega de nicotina para parar de fumar, vaporando a algum tempo, usando dispositivos mais modernos e recentes e usando juices não-atabacados e não-mentolados, parecem estar associadas as mais altas taxas de abandono do tabagismo”, explicam os autores.

Suspensão do tabagismo verificada bioquimicamente e afirmações sobre o vapor entre clientes de um vape shop – Alayna Tackett, et al

6 – Cigarros eletrônicos sâo substancialmente menores em toxinas do que os cigarros analógicos


Há um novo estudo a cada semana, nos Estados Unidos, que mostra algo diferente sobre o vapor. Mas muitos estudos – incluindo este do Dr. Maciej Goniewicz, entre outros – provaram que os tóxicos estão em níveis menores, muito inferiores aos encontrados na fumaça do cigarro analógico.

“Depois de mudar do tabaco para os cigarros eletrônicos, a exposição à nicotina permanece inalterada, enquanto a exposição à agentes cancerígenos e tóxicos selecionados, é substancialmente reduzida”, escreveram os autores.

Exposição à nicotina e Toxicantes selecionados em fumantes de cigarro que mudaram para cigarros eletrônicos: um estudo observacional longitudinal dentro dos indivíduos – Maciej Goniewicz, et al

7 – O vapor pode ajudar as pessoas a pararem de fumar


Houve pelo menos três estudos em 2017 que apoiam o uso do cigarro eletrônico como uma maneira viável de reduzir ou parar com o tabagismo. Esta pesquisa bem planejada da Universidade da Califórnia em San Diego – incrivelmente, um dos lugares com leis mais rígidas anti-vapor – usou os dados do Censo dos EUA para mostrar que o cigarro eletrônico ajuda mais fumantes a tentar parar de fumar. E constata que os fumantes têm sucesso em abandonar o cigarro analógico como uso do vape.

“O uso de cigarros eletrônicos foi associado com uma taxa de abandono maior para indivíduos, comparado ao nível da população; sendo responsável por um aumento no número total de pessoas que deixaram de fumar”, disse o autor principal Shu-Hong Zhu.

Uso do cigarro eletrônico e alterações associadas ao fim do tabagismo da população: evidências das pesquisas de população atuais dos EUA – Shu-Hong Zhu, Yue-Lin Zhuang, Shiushing Wong, Sharon E Cummins, Gary J Tedeschi

8 – O vapor não é uma porta de entrada para cigarros analógicos


Falar que o vapor é porta de entrada para cigarros analógicos é a mentira mais feia sobre os cigarros eletrônicos. Todos os estudos que pretendem demonstrar isso, revelam grandes falhas em suas metodologias ou um pequeno número de amostras, como Clive Bates explicou em seu ótimo blog sobre portas de entrada para outras drogas.

Alguns pesquisadores do ramo, altamente respeitados, não encontraram evidências de nenhuma porta de entrada, inclusive, chegam a implorar a seus colegas, para darem espaço ao vapor como uma ferramenta para evitar fumar.

“Embora a pesquisa exista para apoiar qualquer um dos lados da discussão, concluímos, atualmente, que o uso de cigarros eletrônicos pelos jovens, provavelmente, não aumentará os índices de futuros fumantes de cigarro analógico”, disse Kozlowski e Warner. “É plausível que possamos ter nosso bolo e comê-lo também? Talvez, especialmente se as políticas de redução de danos em fumantes, conquistarem seu lugar nos esforços modernos de combate ao tabagismo “.

“Adolescentes e cigarros eletrônicos: os objetos preocupantes podem parecer maiores do que são” – Lynn Kozlowski e Kenneth Warner (em inglês)

9 – O cigarro eletrônico não faz tanto mal para você quanto o cigarro analógico


De acordo com este estudo de um grupo de pesquisadores britânicos e americanos bem conhecidos, os fumantes que migram para o vapor reduzem drasticamente seus riscos de saúde.

“O uso prolongado exclusivo de adesivos de nicotina e de cigarros eletrônicos, quando não relacionados com o uso de cigarros analógicos, está associado substancialmente à redução dos níveis de substâncias tóxicas e cancerígenas relativas unicamente ao uso de cigarros analógicos.” Exemplifica o autor.

Exposição de nicotina, substâncias cancerígenas e toxinas em usuários de longa duração de cigarros eletrônicos e substituição da nicotina: um estudo transversal – Lion Shahab, PhD; Maciej L. Goniewicz, PhD; Benjamin C. Blount, PhD; Jamie Brown, PhD; Ann McNeill, PhD; K. Udeni Alwis, PhD; June Feng, PhD; Lanqing Wang, PhD; Robert West, PhD

10 – Os usuários de cigarros eletrônicos tem um risco muito reduzido de câncer


Esse estudo do pesquisador Dr. William Stephens, da universidade de St. Andrews, na Escócia, calculou a probabilidade de se adquirir um câncer através do uso do vapor, tabaco aquecido e cigarros analógicos, utilizando análises químicas conhecidas. Ele então desenvolveu um método para expressar as medidas de vapor e fumaça em unidades comuns. Isso permitiu uma comparação muito mais realista do risco.

Ele encontrou evidências que os riscos de câncer para vapers, usando seus mods em potências moderadas, é menor que o risco dos adesivos de nicotina – menos de 1% do risco dos cigarros analógicos.

“Muitos grupos anti-fumo e departamentos de saúde, repetem constantemente que o uso dos cigarros eletrônicos não são menos tóxicos que os cigarros analógicos, mas isso é mentira.”  revela o Dr. Michael Siegel, da Universidade de Boston, “e esse estudo, é mais uma evidência substancial para se somar a todas as outras, que provam que o vapor é muito menos nocivo que a fumaça do cigarro analogico.”

Comparando as potências de câncer em emissões de produtos de nicotina vaporizados, incluindo cigarros eletrônicos contrapostos aos de fumaça de tabaco – William E Stephens

Compartilhe a verdade e conquiste apoiadores


Use esses argumentos para informar as pessoas. A maioria delas simplesmente não sabe muito (ou simplesmente nada) sobre o vapor! Toda informação que eles tem, é o que eles vêem na imprensa popular, na televisão e nas mídias sociais. A culpa, na realidade, não é deles. Não podemos esperar que todos sejam especialistas em tudo. Mas precisamos conquistar o apoio deles.

Cabe aos vapers, o início de uma mudança nas percepções públicas sobre os ecigs. Podemos debater ciência no nível de cientistas como Michael Siegel, ou argumentar benefícios de redução de danos com a convicção de profissionais experientes como Clive Bates? Não! Mas podemos mostrar às pessoas que a ciência está, muitas vezes, do nosso lado, quando se trata de bons argumentos a favor do vapor. Apenas tendo bons estudos como esses na manga e aprendendo um pouco sobre a ciência.

Lembre-se de que o ponto mais importante é: embora o vapor possa ter alguns riscos, os benefícios de parar de fumar são tão grandes, que podem anular o potencial de danos causados ​​pelos ecigs. Não importa quais perigos remotos aparecem nos estudos de pequena escala e com amostras limitadas, o vaping é muito mais seguro do que fumar. E quando as pessoas entendem isso, elas podem se tornar nossas aliadas.

Fonte: http://vaping360.com/positive-vaping-studies/